Sunday, December 03, 2006

QUE ME PERDOE A MARIETA


Só agora, depois da poeira ter baixado...
Depois dele ter se tornado sexagenário – quem diria?
Depois de eu ter me conformado com seu término, venho a público revelar o romance que tive com Chico Buarque.
Só agora revelo que o amei, pois não é fácil amar uma figura tão cultuada como ele - sonho de consumo feminino, o homem que toda mulher gostaria de ter, e todo homem gostaria de ser.
Antes, muitíssimo antes, era só um flirt, como se dizia então. Éramos novos, eu bem mais que ele, inaugurávamos a vida. O amor cresceu, crescemos nós. Anos passaram. Músicas vieram.
Depois veio o casamento dele. Eu sabia que aconteceria. Estava no script. Mas apesar de saber, senti-me quase traída.
Superei. Meu amor continuou, nosso romance também.
Algum tempo depois foi minha vez de casar.
Pari um filho, e ele várias músicas de enorme beleza e igual sucesso.
Suas filhas vieram, seu casamento continuou, o meu ruiu. Mas nosso amor foi amadurecendo, a paixão se transformando, assim como nós.
Hoje estou tranqüila. Já não lhe dedico mais poemas que nunca lhe mostro. Já posso ver suas fotos sem frisson, mas com calma admiração. Ou assim ouvir suas músicas, um prazer do qual não me privarei nunca - mesmo por que fui a musa de muitas delasionam suas f que nunca lhe mostro, o meu ruiu.que toda mulher queria ter e todo homem q.
Foi muito bom, foi ótimo, foi sensacional, foi esplendido ter amado, ter quase idolatrado, ter sido completamente apaixonada por ele.
O lado triste é que fui apaixonada por ele, mas ele não me conhece, nem sabe que eu existo. Mas isso é um mero detalhe.

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